Lobbies nos media? Com certeza que sim!
É fundamental o desafio lançado num dos últimos Prós e Contras e que tem tido enorme eco na comunicação social. Durante um tempo julgámos que a intermediação entre a esfera política e a esfera civil era feita pelos jornalistas e pelos órgãos de informação. Começámos há algum tempo a perceber que isso não é possível porque o jogo não é inocente, liso e cavalheiresco. É viciado como as cartas marcadas.
Jornalistas manipulados por interesses económicos, detentores dos órgãos de informação; jornalistas "pagos" por empresas para passar certas mensagens, uma dada versão da verdade ou lançar candidatos a CEOs ou a lideres de uma Ordem qualquer. Pagos para falsear a verdade dos factos, lançar uma cortina de fumo, propagar a mentira. Com absoluto despreendimento e sem problemas. É essa a realidade do jornalismo dos nossos dias em que a infoopinião domina, onde ninguém corrige o português (porque isso não se faz), onde qualquer novato pode mandar uma bojarda sem ser corrigido. Não isso é contra a independência do jornalista, a sacrosanta idoneidade do especialista, a honestidade intelectual.
Há excepções? Seguramente. Mas há cancros nas redacções que mereciam ser exsudados e não são.


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