Solidão
Tu que dormes só Tu que dormes num turbilhão Nem notam o quão perto passam A mutação é constante não és do mundo deles É verdade! Tu olhavas sem ver tu vias sem olhar! Acabaste assim como os outros Mas sabes! O tempo fluiu tu paras-te Essa agunha não te dá nem um suslaio de esperança Eles não sabem, nunca saberão pois ignoram! Eles não sabem ignoram Tiago "Ernestito" Santos.
na calçada do relento
com lençois feitos de chuva
e tenhados de vento
ai só no meio da multidão
essa que escolhe ver sem olhar
olhar sem ver.
da figura desfocada que representas
da figura que já foi e nunca será
que nunca sera igual ao ontem ao hoje e ao amanha
és de outro mundo, só teu
partilhas-o com os ilustres invisiveis
aqueles que tambem não vês
és abjecto, frio, feio, distante, não existes
ao passarem por ti despojam-te daquilo que ainda possuias
A Tua maravilhosa, mas contudo miseravel humanidade
Já foste como eles, e por isso comprendo-los?
não!
Mas porquê se fizeste o mesmo?
Fugias do tocar, sim fugias!
Fugias daquele cheiro que te inebriava o olhar!
Fugias deles! De quem? do teu destino.
só, perpetuando-te no gargalo e na seringa da vida
És triste tenho pena de ti
Eu sei! Tu escolheste ser assim
O tempo parou tu morres-te
Já não vives, sobrevives
Mas para quê?
ela olha para ti e vê-te fraco, insignificante
mas espera! ela afinal...
vê-te apenas humano!
A dor que sentes, quando não podes rematar mais uma dose
tens de acabar, és um morto vivo, uma imperfeição
a natureza não te desenhou, foi a droga que te criou.
Que são como tu!
como tu não! Piores que tu!
Tu és mendigo de uma sociedade
eles são mendigos da humanidade!!


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